Bem vindos ao Blog Psicologia aos 50. Uma homenagem aos 50 anos da Psicologia no Brasil, à minha amada mãe e, porque não, à realização dos nossos sonhos!
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Sugestão para o DSM VI – Síndrome do TPPR*


Acabamos de passar para o sétimo período. J
Durante o sexto, tivemos uma disciplina chamada Psicopatologia, pela qual, posso falar como observadora voraz, a maioria do pessoal da minha turma se apaixonou, inclusive devido à influência da nossa amada e competente professora...
Durante uma das aulas a professora citou uma síndrome¹[1], até então desconhecida por nós, que não consta (por enquanto) dos manuais de psicologia ou psiquiatria: A síndrome da TPPR. Que nada mais seria do que a “Tensão Pré-Prova ”ou melhor dizendo: “Transtorno² Pré-Prova”.
Como sou uma pessoa curiosa, resolvi pesquisar na internet e até encontrei alguns artigos falando sobre esta sensação desconfortável pela qual muitos de nós passamos nesta época tão importante... Mas não encontrei nada estruturado, descrevendo o tal “transtorno”.
Sendo assim, resolvi elaborar um pequeno texto que sirva, quem sabe, de sugestão para a inclusão da “Síndrome do Transtorno Pré-Prova”, no DSM VI...
Aí vai: 
SÍNDROME DO TRANSTORNO PRÉ-PROVA 
Os critérios utilizados para pesquisar a presença do TPPR, (segundo minha sugestão para o Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana) são os seguintes:
A. Os sintomas devem ocorrer durante a semana anterior ao início das provas e se dissiparem após o seu término. Cinco dos seguintes sintomas devem estar presentes:
1.    Humor deprimido, sentimentos de falta de esperança ou pensamentos autodepreciativos e desproporcionais– do tipo:
- VOU TIRAR ZERO EM TUDO!
2. Ansiedade acentuada, tensão, sentimentos de estar com os “nervos à flor da pele” – tal como:
- BONITA, EU?! TÁ DEBOCHANDO DE MIM!!!!
3. Significativa instabilidade afetiva:
- ESTA CENA É TÃO “TOCANTE”! (Chorando, assistindo comercial de margarina da TV)...
4. Raiva ou irritabilidade persistente e conflitos interpessoais aumentados – coitados dos maridos:
- POR QUE ESTA P... DE TAMPA DO VASO NUNCA ESTÁ BAIXADA QUANDO EU ENTRO NO BANHEIRO!!!
5. Interesse diminuído pelas atividades habituais. – Exemplo:
- AMANHÃ VOCÊ ME CONTA ESSA FOFOCA, HOJE TENHO QUE ESTUDAR PRA PROVA...
6. Sentimento subjetivo de dificuldade em se concentrar. – tal como:
- O QUE EU VIM BUSCAR NA COZINHA, MESMO?
7. Letargia, fadiga fácil ou acentuada falta de energia.
- SÓ SAIO DESSE SOFÁ QUANDO O FOGO CONGELAR...
8. Alteração acentuada do apetite, anorexia ou excessos alimentares, com avidez por determinados alimentos:
– NEM ME MOSTRA COMIDA QUE EU ENJOO.
Ou
- MOÇO, ME DÁ DUAS BARRAS DE CHOCOLATE...
- NÃO! DA GRANDE!!!!
9. Hipersonia ou insônia.
- COMO ASSIM JÁ SÃO 8 HORAS? MINHA AULA COMEÇA ÁS 7:50!!!
Ou
- ALÔ!... VAMOS CONVERSAR SOBRE A DIFERENÇA ENTRE A SÍNDROME DA PERSONALIDADE ESQUISOTÍPICA E ESQUISÓIDE?... COMO ASSIM VOCÊ ESTAVA DORMINDO?! SÃO SÓ 3 HORAS DA MANHÃ!!!
10. Sentimentos subjetivos de estar sobrecarregado e descontrole emocional. – Tipo:
- O QUE!? TRÊS PESSOAS NA CASA E DEZ COPOS SUJOS!... E SÓ EU QUE LAVO!!!!!!
11. Ansiedade exagerada:
- O QUE VAI CAIR NA PROVA?
- VOCÊ JÁ SABE O QUE VAI CAIR NA PROVA?
- O PROFESSOR DEU A MATÉRIA DA PROVA?    
      - PRECISA ESTUDAR O CAPÍTULO 1?               
     -E O DOIS?
- VAMOS ESTUDAR HOJE DEPOIS DA AULA?
- ONDE ENFIEI MINHA APOSTILA?!
                                       Tudo isso num fôlego só!  
12. Outros sintomas físicos podem ocorrer, tais como: dor de cabeça, dor articular ou muscular, náuseas, tonteiras, falta de ar, sensação de inchaço, rouquidão, dificuldades na modulação vocal, tosse e/ou pigarro, dor e tensão na região cervical, falta de equilíbrio, alteração da pressão arterial e/ou no nível da glicose, um desconforto geral. Enfim:
– "AI!!! TÔ ME SENTINDO UM TRAPO...   
B. Os sintomas devem interferir ou trazer prejuízo no trabalho, nas atividades cotidianas e/ou esporádicas,  ou nos relacionamentos em geral.

C. Os sintomas não devem ser apenas exacerbação de outras doenças.

D. Os critérios A, B, e C devem ser confirmados por anotações prospectivas em diário durante pelo menos dois períodos escolares consecutivos.

O diagnóstico diferencial do TPPR baseia-se na exclusão de doenças clínicas ou psiquiátricas que existam anteriormente às vésperas das provas.
......
Agora que o período de provas já passou, sei que vai ter quem diga que eu estou exagerando. Mas espera até começarem as próximas.... rs




[1] Síndrome: “conjunto de sintomas e sinais que (...) indicam uma doença ou transtorno físico ou mental”.
² Transtorno: ”grupo de sintomas que envolvem comportamentos anormais, sofrimento persistente ou intenso”.
Fonte: Dicionário de Psicologia - APA
* A sigla do transtorno foi modificada de TPP para TPPR a fim de evitar confusão com o TPP (Transtorno de Personalidade Paranóide) 

“Conversatória”

No curso de psicologia uma das primeiras coisas que é falada, por praticamente todos os professores, é que precisamos aprender a escutar. Pelo menos uns três já indicaram o texto do Rubem Alves: “Curso de escutatória” (http://www.redepsi.com.br/portal/modules/soapbox/article.php?articleID=492), que fala sobre a arte de calar sua voz interna para conseguir ouvir o outro... Lindo texto. Linda ideia.
Creio que este seja um dos principais aprendizados que levaremos desta graduação.
Por enquanto o que estamos fazendo é um trabalho intenso de “conversatória”... rs. Já é um começo, não é mesmo? Melhor do que só falar, é tentar ouvir, para tentar manter uma conversa minimamente inteligente e produtiva.
Acho que foi Platão quem disse: “Pessoas inteligentes falam sobre ideias; Pessoas comuns falam sobre coisas; Pessoas medíocres falam sobre pessoas” (caso não tenha sido, por favor, me informem). E a gente tenta... Muuuiiittoooo.... (eu juro), falar sobre ideias. Afinal ninguém quer ser tachado de medíocre, não é mesmo? rsrs.
Mas às vezes falamos, também, de nossos problemas, de nossas angústias e medos. De momentos de nossas vidas passados, presentes ou pretensamente futuros, que queremos compartilhar apenas com aquelas pessoas que, sabemos, irão nos ouvir com ouvidos de amigo... Não significa, exatamente, que terão aquela sensibilidade do Rubem Alves... Talvez falem junto com a gente, interrompam, deem opinião, discordem da gente descaradamente ou surjam do nada com uma ideia que nos ajude a encontrar o caminho das pedras... Conversa. Tipo conversa de botequim, ou de estacionamento, sei lá.
Outro dia eu e minha amiga estávamos precisando de uma conversa dessas e nos sentamos numa mureta do estacionamento. Aí começou a chover e eu abri o guarda-chuva...
- Quem olhar vai pensar que nós somos duas malucas. – minha amiga falou.
- Tem problema, não: Todo mundo sabe que a gente faz psicologia – falei.
Rimos. E continuamos conversando por quase uma hora, sem ligar para a chuva, para o que os outros poderiam falar ou pensar.
O bom é que, para a conversatória, não precisamos de um lugar especial e nem de curso: só de um pouco de tempo, um pouco de sensibilidade, empatia e um amigo.

Turma/Grupo

Uma querida professora falou-nos uma vez sobre a diferença entre um grupo e um agrupamento de pessoas... E neste sexto período estamos estudando uma disciplina chamada Processos Grupais, onde estamos esclarecendo mais ainda estes conceitos.
E outro dia, isto ficou bem claro para mim, quando entrou na sala de aula uma colega que andava meio ausente e da qual nós estávamos sentindo falta, neste, agora pequeno, grupo no que se tornou a nossa turma. Ela É da nossa turma. Mesmo ausente. Assim como outros queridos colegas que andam meio sumidos, ou que realmente não estão mais estudando conosco, sempre vão ser da nossa turma.
A aula teve uma pequena pausa:
- Sumida!
- Seja bem vinda!
- Quem é vivo sempre aparece!
- Quanto tempo!
- Você é nossa! – eu disse na hora.
O que nós queríamos dizer, mesmo, é que ela sempre vai fazer parte do nosso grupo, assim como aqueles outros, embora ausentes...
Na nossa turma, me parece (embora haja quem discorde de mim... rs) estamos mais sintonizados, num mesmo canal, como se estivéssemos ouvindo a mesma música, todos falando a mesma língua... Cada um a seu jeito: meio tímido ou mais extrovertido, dando sempre o melhor de si mesmo para absorver tudo o que é ensinado.
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Entendi!!!

Hoje foi o primeiro dia de aula. Somente sete alunas compareceram à aula de Psicopatologia. Mas era de se esperar: primeira semana de aula, véspera de carnaval...
Tudo indica que será uma disciplina bem interessante e que nos daremos muito bem com a professora, pois sempre entendi que os bons professores gostam de turma participativa, e a nossa o é, com certeza. J
Mas teve uma coisa que a professora disse, já no finalzinho da aula, que me fez entender um acontecimento do final do período passado, que estava me encafifando...
Foi mais ou menos assim:
Estávamos eu e minha amiga conversando no pátio, quase vazio, depois de fazer uma AV3 sofrida, quando se aproximou uma jovem bonita, cabelo escovado e bem vestida, que perguntou:
- Vocês podem me informar onde fica a Secretaria, por favor?
- Ali – informamos
Eu perguntei:
_ Você está se inscrevendo na Faculdade agora?
- Vou começar no próximo semestre. Direito – ela disse.
- A colega assentiu com a cabeça:
- Você leva jeito para o Direito, mesmo...
- Como assim – ela sorriu.
- Ah! Sei lá! – eu falei – o jeito de vestir. Salto alto...
- A postura... – completou a colega.
A jovem assentiu sorrindo e perguntou:
- E vocês? Qual o curso que estão fazendo?
- Psicologia, respondemos quase em uníssono.
- É! Vocês têm mesmo cara de quem faz Psicologia...
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Eu e minha amiga nos olhamos de cima em baixo: Uma não tem nada a ver com a outra (vestimenta, fisicamente, nada visível, pelo menos...).
- Como assim? – minha amiga perguntou curiosa.
- Ah! Sei lá! O modo de agir... – a menina ficou visivelmente desconcertada.
E nós começamos a rir, as três...
Neste meio tempo eu e minha amiga conversamos e ficamos conjecturando o que definiria um estudante de psicologia...
E hoje, já no finalzinho da aula, a professora falou uma coisa que me fez refletir sobre aquele momento... Ela disse:
- Uma vez um amigo me disse que eu sou a única psicóloga que ele conhece que não tem cara de maluca!
(pausa para pensar)
Agora entendi!!!! Kakakakakakakakakakakakaka.

Presente!

Você vai ao shopping com a carteira e o coração abertos para comprar aquele presente especial... Ou abre as páginas da internet pronto para esgotar sua poupança para tentar agradar alguém que você ama...
Será que para demonstrar nosso carinho por alguém temos que gastar o que temos e o que não temos? Seria esta atitude apenas mais uma demonstração do quão consumistas esta sociedade está nos tornando? Ou necessidade de afirmação ou de poder? Ou simplesmente estamos seguindo o automatismo de uma tradição?
Senhor! Pra que eu resolvi fazer psicologia?!
psicologia aos 50.
É tão mais fácil pensar num presente como forma de afeição entre as pessoas... Sem tentar analisar demais, só isso!
Simbologias à parte, sempre que damos algo, mesmo que não admitamos, estamos esperando algum tipo de retribuição. Nem que seja um sorriso de agrado ou um simples olhar carinhoso e feliz pela lembrança... E é tão bom quando isso acontece!
Já ouvi muita bobagem do tipo:
- Me deu esta porcaria! Melhor se não tivesse me dado nada!
E aí eu vou ver o presente e sinto que a pessoa comprou com o maior carinho... Que se esmerou. Comprou o melhor que podia... E não conseguiu agradar...
Não estou dizendo que seja fácil (dar ou receber). Só estou dizendo que não adianta gastar todo o décimo terceiro salário para tentar agradar ao seu filho de cinco anos, comprando o último vídeo game da moda, quando ele ficaria felicíssimo ganhando um daqueles livros cujas figuras saltam das páginas, como se fossem 3D, ou coisa que o valha...
Quando presenteamos uma pessoa da qual gostamos creio que o mais importante seja que o presente agrade a ela. Se ela valorizar presentes caros, tudo bem abrir a carteira. Mas, na maioria das vezes, creio eu, o que vale é a pessoa sentir que você estava pensando nela quando comprou.
Porque não dar um abraço? Porque não dar carinho e atenção? É só saber se é disso que a pessoa precisa... Por que tem gente que prefere ficar sozinha...
Ai, meu Deus! Por que eu fui fazer psicologia?!

Vidro de azeitonas


Será que a primeira impressão que temos sobre alguém é sempre, realmente, a que fica? Temos a tendência a formular teorias sobre como é ou deixa de ser qualquer um que acabamos de conhecer, baseados em nossos estereótipos¹. Rotulamos sem cerimônia tudo e todos à nossa volta.
- E isto é negativo ou positivo?
- Depende...
E depende não apenas se a sua avaliação foi positiva ou negativa, mas também de como você vai reagir a ela. Explico: Ter uma opinião inicial sobre alguém é aceitável e até mesmo necessário, afinal nós somos frutos de tudo o que vivemos até hoje e, conforme vamos vivendo, vamos internalizando as nossas experiências e formando conceitos para utilizá-los quando precisamos, em situações futuras...
O que eu julgo negativo na rotulação é a cristalização destes rótulos.

Os seres humanos não são vidros de azeitonas expostos na prateleira do supermercado.

Mudanças

psicologia aos 50
Não há como negar que o estudo da psicologia muda a gente.
Agora, quando eu escuto uma história escabrosa, ou leio uma matéria no jornal, não saio mais julgando os envolvidos, decidindo quem está certo ou errado... O pensamento que surge é sobre o que levou determinada pessoa a fazer isso ou aquilo, ou quais as implicações futuras em sua forma de ver o mundo.
Não é uma escolha racional, este “dar a volta à coroa” (como disse Saramago no documentário “Janelas da Alma”.). É uma atitude instintiva que leva a uma mudança no nosso comportamento, na nossa maneira de lidar com o mundo e as pessoas. Queremos ver todos os lados, queremos entender o porquê e o como (analisar... rs). Isto nos torna mais humanos, mais empáticos aos sofrimentos e alegrias dos demais.
- Mas eu já era assim antes! - disse a colega na aula de TSP IV.
Pode ser. Mas será que a gente se dava conta disso?
Além do mais, quando estudamos psicologia, estamos adquirindo conhecimentos, instrumentos e experiências para fazer isto com mais consciência e propriedade.
Esta é uma faca de dois gumes, pois também mata um pouco daquela ingenuidade que nos fazia enxergar só o lado bom e doce e belo da vida e das pessoas...  Tipo: Será que aquele pedido singelo não tem segundas intenções por trás? E se a “crítica construtiva” estiver sendo lançada apenas para minar minha confiança? E o meu próprio comportamento, então? Quais seriam as raízes inconscientes disso?
Isto tudo trás uma angústia que eu vou ter que explorar no meu “inferno”...
J

Maturidade


- “Às vezes o sujeito apodrece, mas não amadurece...”
A frase foi dita por uma colega querida durante a aula de DH III.
Mas o que é esta tal maturidade? Em que momento podemos nos considerar adultos? Existe uma idade para isso?
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Psicologicamente? Creio que não!
E o que é ser maduro emocionalmente?
Ser maduro, na minha opinião, é ser humilde, reconhecer que não se sabe tudo, que não se é perfeito...
Tem-se que tolerar as frustrações, aceitando o possível e descartando a fantasia (ficando apenas com os sonhos realizáveis - como disse a querida professora).
O ideal de maturidade é aproveitar as experiências negativas de vida como um aprendizado, sem culpar a si ou ao mundo pelos seus fracassos, percebendo que cada um deles como uma fonte de aprendizado.
É assumir a responsabilidade e as consequências pelos seus atos e escolhas.
É saber respeitar o outro, mesmo quando ele te diz não!
- “Se eu soubesse aos 20 anos o que eu sei hoje...”
Me lembraram na sala de aula que eu disse isso, outro dia...
Mas pensei melhor: Não bastaria saber (ler em livros, ver em filmes ou ouvir as histórias alheias). Eu teria que ter vivido o que eu vivi. Pois foi passando pelas experiências que eu passei que construí a pessoa que eu sou hoje.
Aos 51 anos eu reconheço que já amadureci muito desde os 20...rs, mas ainda falta muito para chegar àquilo que eu gostaria (e acho que sou capaz) de ser.
Isso não é ser maduro ou imaturo. Isso é ser humano!

Amizade


Hoje em dia a palavra amizade está um pouco banalizada. Nas redes sociais classificamos como amigos aquelas pessoas que conhecemos na Faculdade, no trabalho, na vida física ou virtual...
dar floresMas será que amigo é aquele com quem eu converso sobre coisas (até interessantes e importantes) e acontecimentos? São aquelas pessoas que encontro todo dia e com as quais tenho afinidades perenes ou perecíveis? São as pessoas das quais eu gosto e com as quais eu me sinto bem passando o meu precioso tempo de vida?
Não credito que amizade se resuma a isso.
Há colegas e amigos. Não desmereço os colegas. Nesta categoria relaciono pessoas muito importantes na minha vida. Companheiros de jornadas mil. Pessoas das quais eu gosto muito e de cuja convivência não abriria mão tão facilmente...

A palavra escrita


a palavra escritaDesde pequenos aprendemos que o que está escrito é o certo...
Quando alguém diz:
- Eu li sobre isso... - a gente reputa logo como verdade.

Será?
Eu sempre duvidei disso. Talvez porque li muitos livros durante minha infância e adolescência (li muita coisa boa, e muito lixo também... rs), eu aprendi a acreditar duvidando.
Hoje em dia, então, com o advento da internet, do Google, blogs e das redes sociais a minha desconfiança cresceu exponencialmente. As pessoas escrevem o que querem, como querem e quando querem. E a gente lê. E algumas vezes acredita. São correntes que chegam por e-mail, pseudo pesquisas científicas com resultados questionáveis e receitas médicas ou sugestões para salvar nossas vidas em (quase) qualquer, situação...
Todo mundo tem direito a uma opinião sobre tudo. E escreve na internet (assim como eu...rs).
Aí cabe ao leitor usar de um pouco de bom senso para separar o joio do trigo. Ele deve ser criterioso, analítico e crítico... Saber que não basta estar escrito para ser verdade, assim como não basta ser para existir, existencialisticamente falando...

O exercício do silêncio


O exercício do silêncio
- O exercício do silêncio é importantíssimo para o psicólogo!
Nós já ouvimos isso centenas de vezes, talvez mais, nestes dois anos e meio do Curso de Psicologia...
Eu havia pensado no silêncio como aquela coisa de hospital, quando a gente fica de boca fechada, para não atrapalhar a saúde do outro... Como o respeito que devemos prestar à opinião dele e ao seu direito de falar.
Mas o silêncio do psicólogo (me ocorreu agora) deve ir mais longe. Ele deve passar por calarmos o nosso coração. Por tentarmos calar nossas opiniões formadas, e aquela vozinha que fica cutucando baixinho, lá dentro, sussurrando nossos preconceitos...
A nossa tendência é acharmos errado aquilo que é diferente de nós: “Narciso acha feio o que não é espelho”, já dizia Caetano em Sampa... Afinal, psicólogo também é humano e estes sentimentos nos são inerentes, como a toda a raça... rs.
Por isso precisamos fazer terapia. Por isso precisamos analisar nossos sentimentos, expressões e atitudes. Porque o nosso silêncio tem que ser integral. O silêncio do psicólogo precisa ser o silêncio da alma. Não o silêncio de quem concorda, mas o silêncio de quem acolhe. 

Projetando

Porque nós amamos ou odiamos alguém que não nos fez grandes bens ou mal algum?
A professora nos pediu para escolher um animal qualquer e apontar neles 3 qualidades positivas e 3 negativas...
Os colegas escolheram gatos, cachorro, tigre, coruja...
No final da aula ela disse:
- Esse animal é você!
- Por isso eu não conseguia achar defeitos no meu elefantinho! - achei que tinha falado baixo, mas o riso de algumas pessoas me mostrou que não... rs
- É difícil enxergar os defeitos... - ela me falou.
Talvez se eu tivesse escolhido uma barata seria mais fácil - pensei.
Mas quem escolhe o animal “barata” para um exercício desses?
E se eu tivesse escolhido a barata? Cheguei à conclusão, de que as qualidades que eu atribuiria a ela estariam ligadas aos meus conceitos, às minhas vivências, aos meus sentimentos... De qualquer forma seriam uma projeção de mim... Talvez uma visão mais ácida, mais nojenta, mais desprezível, em algum nível, algo que eu não gostaria de ser, mas enxergo em mim em algum nível... Seriam qualidades valorizadas por mim, para o bem ou para o mal... Minhas projeções!
Ainda bem que escolhi o elefante!...

Amadurecendo


Não se deve tomar decisões precipitadas...
- Tenho que amadurecer a ideia de entrar para a Academia.
fruto maduro- Não sei se ainda é hora de casar...
- Quero fazer intercâmbio, estudar no exterior, mas vou pensar se vou no ano que vem...
- No semestre que vem vou ver se me matriculo no curso de psicologia.
- Tenho que pesquisar muito bem antes de comprar um notebook...
- Estou decidindo sobre o mestrado...
E por aí vai.
A gente acha que é eterno. Que pode ficar “decidindo” pra sempre. Tudo bem pensar bem antes de tomar uma decisão que vai afetar toda a nossa vida. Mas temos que tomar cuidado:
- O que amadurece demais pode apodrecer...

Tem certeza absoluta?


Ninguém que me conheça, um pouquinho que seja, me faz essa pergunta.
E quando deixa escapar, acaba ficando com um pouco de raiva... (bom, eu não diria raiva, mas “Ódio!”). Por que a resposta é automática:
- Certeza eu só tenho que vou morrer um dia...
Minha mãe sempre dizia:
- Não cospe pro alto porque pode te cair na cara!
Pois é... Nós temos o hábito de “cuspir pro alto”.
Ele é feio. Pensando bem até que ele é bonitinho...
Detesto chuchu. Até que chuchu cozido na água e sal é gostoso...O mundo é quadrado. Bom, tá provado que o mundo é redondo...
NUNCA vou fazer isso...
SEMPRE vou me comportar daquele jeito...
Num dia estamos criticando alguém por uma atitude e no dia seguinte estamos fazendo a mesma coisa. Mas isso é fácil, pois os outros têm desculpa,enquanto nós sempre temos motivo...rs.

Queimando sutiãs

“O episódio conhecido com Bra-Burning, ou em português ‘a queima dos sutiãs’ foi um protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) na realização do concurso de Miss America em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, EUA.” (Em  http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Queima_de_suti%C3%A3s&oldid=26644492. Acesso em 30/07/2012).  
Curiosidade: estes sutiãs, realmente, nunca foram queimados, sabiam? (Em http://anos60.wordpress.com/2008/04/07/a-queima-dos-sutias-a-fogueira-que-nao-aconteceu/. Acesso em 30/7/2012).
Só que esta cena (da queima de sutiãs) foi reproduzida muitas vezes, em diversas partes do mundo na próxima década, simbolizando a luta feminista.
A professora de Psicologia Social I citou a queima de sutiãs para exemplificar a influência histórico-cultural nos comportamentos humanos, já que este é considerado um momento histórico da luta da mulher por uma condição de igualdade de direitos com relação aos homens...
- Libertarem-se dos grilhões - disse o colega.
E eu disse:
- Mas nós ainda usamos sutiã! - a turma riu.
- E ainda botaram um “ferrinho” nele, pra piorar - observou uma colega.
E eu completei:

Pessoas vagalume

Há pessoas que sofrem com a timidez. Gelam, tremem, sentem dor de estômago ou dor de barriga, ou tudo junto (rs) ao ter que falar em público. E só superam um pouco este pânico, a custa de muita terapia...
Há pessoas que são tímidas, mas conseguem disfarçar esta timidez numa extroversão aparente. Que falam muito,

Envelhecer...

Dentre as muitas coisas interessantes que ocorreram hoje, na aula de Desenvolvimento Humano III, onde vamos estudar vida adulta e a terceira idade, a professora fez uma pergunta:
- O que você adorava fazer que o seu corpo não acompanha mais?
Ela esclareceu que:

Psicologia na veia!



Lembrei do professor de Fundamentos Epistemológicos, que dizia (diz ainda, certamente, para outras turmas) que nosso olhar muda de acordo com o que escolhemos para nossa vida. Depois que começamos a estudar psicologia, todos os filmes que vemos, os livros que lemos, tudo tem um cunho “psicológico”...

Balanço 4 - No quarto período...


Mais uma vez, no quarto período me arrependi de não ter começado a fazer psicologia antes, por conta do meu filho: Como ele sofreu, na adolescência, com uma mãe ignorante como eu! Kakakakaka. Filho tinha que vir com manual de instruções, amarrado no dedão do pé, quando nascesse...

Minha curva de aprendizagem está uma... (melhor não começar com os palavrões, porque senão,

Balanço 3 - No terceiro período piorou um pouco:


- Será que aquela pessoa é mais neurótica, psicótica ou perversa. E eu? Qual estrutura vai prevalecer em mim? Quando?... Pobre Freud...
Sem contar que fiquei dias caçando estereogramas (sabe aquelas imagens que você vira os olhinhos pra conseguir enxergar?)... Arquivo anexo... rs.