Bem vindos ao Blog Psicologia aos 50. Uma homenagem aos 50 anos da Psicologia no Brasil, à minha amada mãe e, porque não, à realização dos nossos sonhos!
Mostrando postagens com marcador Na sala de aula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Na sala de aula. Mostrar todas as postagens

No curso de Hipnose Clínica

Falando em “tem que ir pro BLOG”, lembrei de outra.
Como eu disse anteriormente, estou constantemente buscando me aperfeiçoar, fazendo cursos e tal. Assim sendo, atualmente estou fazendo um curso de Formação em Hipnose Clínica pelo IBH[1], que a parceria com NIDH[2] tornou
acessível a nós. Aliás, estou adorando o curso. Os melhores professores do Rio de Janeiro (quiçá do Brasil), com aulas muito dinâmicas, instrutivas e interessantes. Praticamos o tempo todo em sala de aula as teorias que aprendemos.
Mas porque isto tinha que “vir para o BLOG”, Edith?
Bem... acontece que em uma dessas aulas. A aula de “Técnicas Rápidas de Hipnose”, mais especificamente, o professor resolveu fazer uma demonstração de sugestão hipnótica com uma colega.

Colocou a colega em transe, como havíamos aprendido. E começou a falar, mais ou menos assim:
- Agora nós estamos em uma festa a fantasia. É uma festa muito animada. Todos nós estamos nos divertindo muito. E cada colega seu está fantasiado de forma diferente e interessante...
A colega começou a olhar pela sala, sorrindo. Balançava a cabeça e ia respondendo às perguntas do professor:
- Como as pessoas estão fantasiadas?
Pra dizer a verdade não lembro bem das outras fantasias, às quais ela descreveu, sempre sorrindo.
Só que quando ela olhou para mim ela riu, mesmo! Me apontou e disse:
- Ela está fantasiada de gatinha! Está uma gracinha! Linda! – E ria
Todos na sala também riram. Eu também ri. Eu, gatinha!? Acho que estou mais para “gatosa” (gata idosa, rsrs). E continuou descrevendo:
- Tem as orelhinhas, o narizinho... uma gatinha!

O professor terminou a sugestão dizendo que foi tudo uma grande brincadeira e que o ocorrido traria apenas lembranças alegres (o que foi verdade). Mas não termina por aí, o episódio.
Eu e a colega havíamos conversado bem pouco antes dessa aula. E quando a aula acabou eu contei a ela que tinha uma gatinha de seis meses (na época) que eu amo muito e coisa e tal...
Na aula seguinte a primeira pessoa que veio falar comigo foi ela:
- Cara! – Ela disse rindo – Eu via foto da sua gatinha no Facebook! É igualzinho eu imaginei você naquele dia! Você estava igualzinha a ela! Muito legal!
E aí, eu fiquei tentando me imaginar: Eu A gatinha!
Realmente, estou adorando este Curso. J



[1] Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada
[2] Núcleo Integrado de Desenvolvimento Humano

Loucura coletiva

Gostaria de pedir desculpas à minha meia dúzia de seguidores, pela ausência prolongada.
Este semestre foi muito o estressante. Para dizer a verdade, estou rindo da cara daquelas pessoas que, no primeiro semestre, quando os professores perguntavam porque resolvemos fazer psicologia, responderam que era “mais fácil” do que fisioterapia, direito ou enfermagem.... rsrs. Pra dizer a verdade, acho que a maioria destes já não está mais entre nós. Calma! Não é que tenham morrido. Apenas saíram da faculdade. Creio que, alguns deles, para procurar algum curso “mais fácil” ...
A princípio pensei que este desespero crescente, e esta sensação de “emburrecimento” fosse só minha. Mas comecei a olhar em volta, e vi que não.
Outro dia eu cheguei na sala de aula e lá estava uma meia dúzia de colegas rindo.
A professora ainda não havia chegado e foi só eu abrir a porta para ouvir:
- Você perdeu um grande assunto para o blog!
No que eu retruquei:
- Perdi nada! Diz aí o que foi que vocês estavam falando que eu boto lá!
E Elas me contaram o seguinte:
Um pouco antes de eu chegar a colega estava reclamando do stress:
- Até os meus cabelos “mortos” estão ficando brancos!
- Como assim mortos? Perguntei.
- E ela apontou pra cabeça: - Meu megahair, Darling...
Kakakkakaka.
E continuou comentando:
- Quando a gente olha no face (facebook, para quem não sabe... rs), nas primeiras fotos, tava todo mundo feliz, rindo... Agora tá todo mundo com cara de desespero.
- É – disse a outra – No início tava todo mundo com o cabelo arrumadinho, escovado, magrinho....
Uma terceira colega completou:
- Não é falta de tempo ou estresse, não, gente! É que ao natural fica melhor. Agora ficou tudo ao natural. Nem unha eu estou fazendo mais.... rs.
E aí, pra dizer a verdade não sei quem falou:
- Pelo “andar da carruagem”, quando chegar na formatura vai estar todo mundo de bob’s e de chuquinha....
Kakakakakakakakakakaka.
Cheguei à conclusão de que, quando a gente está louca no coletivo é mais divertido…rs

Essa tinha que vir pro blog...rs (remédios)


Sabe aquela hora em que a professora precisa dar uma pausa no que está ensinando para “despertar” a turma? Contar um “causo”, um chiste ou uma piadinha... Pois é.
Uma das nossas professoras estava em um desses momentos de descontração e aproveitou para falar dos perigos da automedicação:
- Eu comprei uma vitamina C que estava estragada... Eu não percebi, tomei, e fiquei toda empolada...
- Nossa!!!
- Que coisa horrível!!!
- Chato, né?
Vários comentários pela sala toda...
Ela contou que ligou para a empresa farmacêutica, a fim de conseguir o reembolso pelo remédio, e ficou super envergonhada quando a atendente perguntou qual médico havia prescrito a vitamina C, qual a profilaxia, essas coisas...
- Automedicação, gente... E eu tive que admitir para conseguir ser reembolsada por um remédio estragado... – constrangedor.
- E conseguiu o reembolso?
- Sim. – ela disse – pelo menos isso...
E aí a gente comentou que esse é um problema cultural no Brasil:
- Afinal, o médico prescreve 5 dias de remédio mas na caixa vem o relativo a 10 dias... A gente fica “com pena” de jogar fora... – comentou uma colega.
A outra falou:
- Eu tenho um armário de remédios, assim. Vai que a gente precisa tomar aquele mesmo remédio de novo... De vez em quando vou lá e jogo fora o que está vencido...
-“É. Eu também faço isso” – pensei...
Uma terceira colega falou um pouco diferente:
- Já eu, tenho um armário bem sortido. De vez em quando faço uma limpeza para poder repor o que está vencido...  - rindo
A gente riu, junto. Isso não é todo mundo que faz... Mas entendi: Tem aqueles remédios que sempre é bom ter em casa, SOS (já sei! Cultura brasileira de automedicação... rsrs).
Mas o que nós ouvimos a seguir, juro que foi a primeira vez:
- Eu também vejo a data de validade dos medicamentos do meu armário de remédios...
Sim, e aí?
- Bom... Quando estão faltando um ou dois meses para vencer a validade eu digo pro povo lá de casa: Tem que tomar logo esses remédios!!!
Nossa reação:
- ????!!!!
E ela explicou, séria (sério!):
- Tem remédio que é R$20,00 o comprimido! Pode jogar fora, não!!!
Vocês conseguem imaginar a situação?
A gente riu de chorar!
Kakakakakakaka.

Turma/Grupo

Uma querida professora falou-nos uma vez sobre a diferença entre um grupo e um agrupamento de pessoas... E neste sexto período estamos estudando uma disciplina chamada Processos Grupais, onde estamos esclarecendo mais ainda estes conceitos.
E outro dia, isto ficou bem claro para mim, quando entrou na sala de aula uma colega que andava meio ausente e da qual nós estávamos sentindo falta, neste, agora pequeno, grupo no que se tornou a nossa turma. Ela É da nossa turma. Mesmo ausente. Assim como outros queridos colegas que andam meio sumidos, ou que realmente não estão mais estudando conosco, sempre vão ser da nossa turma.
A aula teve uma pequena pausa:
- Sumida!
- Seja bem vinda!
- Quem é vivo sempre aparece!
- Quanto tempo!
- Você é nossa! – eu disse na hora.
O que nós queríamos dizer, mesmo, é que ela sempre vai fazer parte do nosso grupo, assim como aqueles outros, embora ausentes...
Na nossa turma, me parece (embora haja quem discorde de mim... rs) estamos mais sintonizados, num mesmo canal, como se estivéssemos ouvindo a mesma música, todos falando a mesma língua... Cada um a seu jeito: meio tímido ou mais extrovertido, dando sempre o melhor de si mesmo para absorver tudo o que é ensinado.
psicologiaaos50.blogspot.com.br

Entendi!!!

Hoje foi o primeiro dia de aula. Somente sete alunas compareceram à aula de Psicopatologia. Mas era de se esperar: primeira semana de aula, véspera de carnaval...
Tudo indica que será uma disciplina bem interessante e que nos daremos muito bem com a professora, pois sempre entendi que os bons professores gostam de turma participativa, e a nossa o é, com certeza. J
Mas teve uma coisa que a professora disse, já no finalzinho da aula, que me fez entender um acontecimento do final do período passado, que estava me encafifando...
Foi mais ou menos assim:
Estávamos eu e minha amiga conversando no pátio, quase vazio, depois de fazer uma AV3 sofrida, quando se aproximou uma jovem bonita, cabelo escovado e bem vestida, que perguntou:
- Vocês podem me informar onde fica a Secretaria, por favor?
- Ali – informamos
Eu perguntei:
_ Você está se inscrevendo na Faculdade agora?
- Vou começar no próximo semestre. Direito – ela disse.
- A colega assentiu com a cabeça:
- Você leva jeito para o Direito, mesmo...
- Como assim – ela sorriu.
- Ah! Sei lá! – eu falei – o jeito de vestir. Salto alto...
- A postura... – completou a colega.
A jovem assentiu sorrindo e perguntou:
- E vocês? Qual o curso que estão fazendo?
- Psicologia, respondemos quase em uníssono.
- É! Vocês têm mesmo cara de quem faz Psicologia...
psicologiaaos50@blogspot.com.br
Eu e minha amiga nos olhamos de cima em baixo: Uma não tem nada a ver com a outra (vestimenta, fisicamente, nada visível, pelo menos...).
- Como assim? – minha amiga perguntou curiosa.
- Ah! Sei lá! O modo de agir... – a menina ficou visivelmente desconcertada.
E nós começamos a rir, as três...
Neste meio tempo eu e minha amiga conversamos e ficamos conjecturando o que definiria um estudante de psicologia...
E hoje, já no finalzinho da aula, a professora falou uma coisa que me fez refletir sobre aquele momento... Ela disse:
- Uma vez um amigo me disse que eu sou a única psicóloga que ele conhece que não tem cara de maluca!
(pausa para pensar)
Agora entendi!!!! Kakakakakakakakakakakakaka.

Projetando

Porque nós amamos ou odiamos alguém que não nos fez grandes bens ou mal algum?
A professora nos pediu para escolher um animal qualquer e apontar neles 3 qualidades positivas e 3 negativas...
Os colegas escolheram gatos, cachorro, tigre, coruja...
No final da aula ela disse:
- Esse animal é você!
- Por isso eu não conseguia achar defeitos no meu elefantinho! - achei que tinha falado baixo, mas o riso de algumas pessoas me mostrou que não... rs
- É difícil enxergar os defeitos... - ela me falou.
Talvez se eu tivesse escolhido uma barata seria mais fácil - pensei.
Mas quem escolhe o animal “barata” para um exercício desses?
E se eu tivesse escolhido a barata? Cheguei à conclusão, de que as qualidades que eu atribuiria a ela estariam ligadas aos meus conceitos, às minhas vivências, aos meus sentimentos... De qualquer forma seriam uma projeção de mim... Talvez uma visão mais ácida, mais nojenta, mais desprezível, em algum nível, algo que eu não gostaria de ser, mas enxergo em mim em algum nível... Seriam qualidades valorizadas por mim, para o bem ou para o mal... Minhas projeções!
Ainda bem que escolhi o elefante!...

Queimando sutiãs

“O episódio conhecido com Bra-Burning, ou em português ‘a queima dos sutiãs’ foi um protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) na realização do concurso de Miss America em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, EUA.” (Em  http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Queima_de_suti%C3%A3s&oldid=26644492. Acesso em 30/07/2012).  
Curiosidade: estes sutiãs, realmente, nunca foram queimados, sabiam? (Em http://anos60.wordpress.com/2008/04/07/a-queima-dos-sutias-a-fogueira-que-nao-aconteceu/. Acesso em 30/7/2012).
Só que esta cena (da queima de sutiãs) foi reproduzida muitas vezes, em diversas partes do mundo na próxima década, simbolizando a luta feminista.
A professora de Psicologia Social I citou a queima de sutiãs para exemplificar a influência histórico-cultural nos comportamentos humanos, já que este é considerado um momento histórico da luta da mulher por uma condição de igualdade de direitos com relação aos homens...
- Libertarem-se dos grilhões - disse o colega.
E eu disse:
- Mas nós ainda usamos sutiã! - a turma riu.
- E ainda botaram um “ferrinho” nele, pra piorar - observou uma colega.
E eu completei:

Envelhecer...

Dentre as muitas coisas interessantes que ocorreram hoje, na aula de Desenvolvimento Humano III, onde vamos estudar vida adulta e a terceira idade, a professora fez uma pergunta:
- O que você adorava fazer que o seu corpo não acompanha mais?
Ela esclareceu que:

Vista privilegiada...

Finalmente tivemos o nosso primeiro dia de aula, neste quinto período! Y Social I.
Foi muito bom, rever o pessoal da turma. Matar a saudade das pessoas que a gente gosta e trocar esta energia boa, que rola na nossa sala. Senti falta de algumas pessoas, mas mesmo assim foi ótimo, com direito à apresentação de aluno novo no final e tudo!  
Nossa sala é maravilhosa, com vista para o “mar” (piscina) e tudo! Ventilada e clara, com cadeiras confortáveis e tudo o mais... J
A disciplina parece ser daquelas que levanta a galera, faz a gente pensar e discutir em sala, e a professora, que a gente conheceu no semestre passado (não vou falar muito dela, porque senão vão dizer que estou puxando o saco... rs), já começou a toda, dando textos para leitura e abrindo discussões interessantes sobre assuntos que causaram.
Está dada a largada...