Bem vindos ao Blog Psicologia aos 50. Uma homenagem aos 50 anos da Psicologia no Brasil, à minha amada mãe e, porque não, à realização dos nossos sonhos!

No curso de Hipnose Clínica

Falando em “tem que ir pro BLOG”, lembrei de outra.
Como eu disse anteriormente, estou constantemente buscando me aperfeiçoar, fazendo cursos e tal. Assim sendo, atualmente estou fazendo um curso de Formação em Hipnose Clínica pelo IBH[1], que a parceria com NIDH[2] tornou
acessível a nós. Aliás, estou adorando o curso. Os melhores professores do Rio de Janeiro (quiçá do Brasil), com aulas muito dinâmicas, instrutivas e interessantes. Praticamos o tempo todo em sala de aula as teorias que aprendemos.
Mas porque isto tinha que “vir para o BLOG”, Edith?
Bem... acontece que em uma dessas aulas. A aula de “Técnicas Rápidas de Hipnose”, mais especificamente, o professor resolveu fazer uma demonstração de sugestão hipnótica com uma colega.

Colocou a colega em transe, como havíamos aprendido. E começou a falar, mais ou menos assim:
- Agora nós estamos em uma festa a fantasia. É uma festa muito animada. Todos nós estamos nos divertindo muito. E cada colega seu está fantasiado de forma diferente e interessante...
A colega começou a olhar pela sala, sorrindo. Balançava a cabeça e ia respondendo às perguntas do professor:
- Como as pessoas estão fantasiadas?
Pra dizer a verdade não lembro bem das outras fantasias, às quais ela descreveu, sempre sorrindo.
Só que quando ela olhou para mim ela riu, mesmo! Me apontou e disse:
- Ela está fantasiada de gatinha! Está uma gracinha! Linda! – E ria
Todos na sala também riram. Eu também ri. Eu, gatinha!? Acho que estou mais para “gatosa” (gata idosa, rsrs). E continuou descrevendo:
- Tem as orelhinhas, o narizinho... uma gatinha!

O professor terminou a sugestão dizendo que foi tudo uma grande brincadeira e que o ocorrido traria apenas lembranças alegres (o que foi verdade). Mas não termina por aí, o episódio.
Eu e a colega havíamos conversado bem pouco antes dessa aula. E quando a aula acabou eu contei a ela que tinha uma gatinha de seis meses (na época) que eu amo muito e coisa e tal...
Na aula seguinte a primeira pessoa que veio falar comigo foi ela:
- Cara! – Ela disse rindo – Eu via foto da sua gatinha no Facebook! É igualzinho eu imaginei você naquele dia! Você estava igualzinha a ela! Muito legal!
E aí, eu fiquei tentando me imaginar: Eu A gatinha!
Realmente, estou adorando este Curso. J



[1] Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada
[2] Núcleo Integrado de Desenvolvimento Humano

Depois do 11º período

Minha amiga  (e sócia na Faculdade e na vida profissional) falou:
- Esta tem que ir para o BLOG! - E então aqui estou eu novamente... rs
É uma história “bonitinha” e que me deixou muito feliz, então eu achei que, realmente, merecia ser compartilhada.
Desde que eu me formei, muita água rolou debaixo da ponte... muitos cursos de extensão, pós-graduação, supervisão, grupos de estudos e intervisão, muitos livros e textos. E ainda há quem ache que depois da faculdade os estudos param... ledo engano. É depois do “11º período” que a gente realmente começa a sentir a pressão da necessidade de ampliar os conhecimentos sobre esta ciência
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Livro pouco é bobagem...
tão complexa e infinita que se chama psicologia. Afinal, meus queridos clientes merecem o meu melhor, e isto significa estar constantemente me aprimorando, buscando as melhores estratégias para cada um deles. E cada um é diferente do outro, cada pessoa é única e não dá para repetir a receita usada anteriormente, devido à complexidade e beleza de cada personalidade que entra em meu consultório.
Sendo assim, certas coisas vão sendo relegadas a um segundo plano, como por exemplo, renovar a minha [1]CIP junto ao CRP[2]. E no início de agosto eu percebi que a minha “Carteirinha”, como chamamos carinhosamente, estava vencendo, perdendo a validade. E lá vou eu juntar os documentos que estavam engavetados, catar uma foto mais ou menos decente e dar entrada na nova carteira. Isto feito relaxei, com a sensação de dever cumprido.
No início de setembro recebi a notícia de que ela, a CIP nova, havia chegado. Fui buscar toda contente (tirei até foto do momento da entrega... rs). Conferi meus dados, assinei, tudo certinho.
Até aí, nada de mais. Nenhuma novidade, certo?
Alguns dias depois, resolvi escanear a carteirinha. Sempre faço isso com meus documentos, para o caso de extravio e tal...
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Presente de aniversário
Quando vi a Carteira grande na tela do computador tive uma surpresa: Será que erraram a data da emissão? Duplicaram a data? Olhei de novo. Não. Não erraram a data da emissão. Simplesmente a minha Carteira do Conselho foi emitida no dia do meu aniversário. Vejam só!

É como se o CRP tivesse querido me dar um presente de aniversário!
Quando mostrei para minha amiga ela lembrou logo do BLOG, rsrs...
A psicologia é, realmente, um presente que eu me dou todos os dias. Estudar psicologia, ter a oportunidade de viver psicologia é um presente especial. E agora isto se confirmou com a data da CIP! Tenho quase certeza de que isto não acontece todos os dias... J
Obrigada CRP pelo presente!





[1] Carteira de Identificação Profissional
[2] Conselho Regional de Psicologia

Sugestão para o DSM VI – Síndrome do TPPR*


Acabamos de passar para o sétimo período. J
Durante o sexto, tivemos uma disciplina chamada Psicopatologia, pela qual, posso falar como observadora voraz, a maioria do pessoal da minha turma se apaixonou, inclusive devido à influência da nossa amada e competente professora...
Durante uma das aulas a professora citou uma síndrome¹[1], até então desconhecida por nós, que não consta (por enquanto) dos manuais de psicologia ou psiquiatria: A síndrome da TPPR. Que nada mais seria do que a “Tensão Pré-Prova ”ou melhor dizendo: “Transtorno² Pré-Prova”.
Como sou uma pessoa curiosa, resolvi pesquisar na internet e até encontrei alguns artigos falando sobre esta sensação desconfortável pela qual muitos de nós passamos nesta época tão importante... Mas não encontrei nada estruturado, descrevendo o tal “transtorno”.
Sendo assim, resolvi elaborar um pequeno texto que sirva, quem sabe, de sugestão para a inclusão da “Síndrome do Transtorno Pré-Prova”, no DSM VI...
Aí vai: 
SÍNDROME DO TRANSTORNO PRÉ-PROVA 
Os critérios utilizados para pesquisar a presença do TPPR, (segundo minha sugestão para o Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana) são os seguintes:
A. Os sintomas devem ocorrer durante a semana anterior ao início das provas e se dissiparem após o seu término. Cinco dos seguintes sintomas devem estar presentes:
1.    Humor deprimido, sentimentos de falta de esperança ou pensamentos autodepreciativos e desproporcionais– do tipo:
- VOU TIRAR ZERO EM TUDO!
2. Ansiedade acentuada, tensão, sentimentos de estar com os “nervos à flor da pele” – tal como:
- BONITA, EU?! TÁ DEBOCHANDO DE MIM!!!!
3. Significativa instabilidade afetiva:
- ESTA CENA É TÃO “TOCANTE”! (Chorando, assistindo comercial de margarina da TV)...
4. Raiva ou irritabilidade persistente e conflitos interpessoais aumentados – coitados dos maridos:
- POR QUE ESTA P... DE TAMPA DO VASO NUNCA ESTÁ BAIXADA QUANDO EU ENTRO NO BANHEIRO!!!
5. Interesse diminuído pelas atividades habituais. – Exemplo:
- AMANHÃ VOCÊ ME CONTA ESSA FOFOCA, HOJE TENHO QUE ESTUDAR PRA PROVA...
6. Sentimento subjetivo de dificuldade em se concentrar. – tal como:
- O QUE EU VIM BUSCAR NA COZINHA, MESMO?
7. Letargia, fadiga fácil ou acentuada falta de energia.
- SÓ SAIO DESSE SOFÁ QUANDO O FOGO CONGELAR...
8. Alteração acentuada do apetite, anorexia ou excessos alimentares, com avidez por determinados alimentos:
– NEM ME MOSTRA COMIDA QUE EU ENJOO.
Ou
- MOÇO, ME DÁ DUAS BARRAS DE CHOCOLATE...
- NÃO! DA GRANDE!!!!
9. Hipersonia ou insônia.
- COMO ASSIM JÁ SÃO 8 HORAS? MINHA AULA COMEÇA ÁS 7:50!!!
Ou
- ALÔ!... VAMOS CONVERSAR SOBRE A DIFERENÇA ENTRE A SÍNDROME DA PERSONALIDADE ESQUISOTÍPICA E ESQUISÓIDE?... COMO ASSIM VOCÊ ESTAVA DORMINDO?! SÃO SÓ 3 HORAS DA MANHÃ!!!
10. Sentimentos subjetivos de estar sobrecarregado e descontrole emocional. – Tipo:
- O QUE!? TRÊS PESSOAS NA CASA E DEZ COPOS SUJOS!... E SÓ EU QUE LAVO!!!!!!
11. Ansiedade exagerada:
- O QUE VAI CAIR NA PROVA?
- VOCÊ JÁ SABE O QUE VAI CAIR NA PROVA?
- O PROFESSOR DEU A MATÉRIA DA PROVA?    
      - PRECISA ESTUDAR O CAPÍTULO 1?               
     -E O DOIS?
- VAMOS ESTUDAR HOJE DEPOIS DA AULA?
- ONDE ENFIEI MINHA APOSTILA?!
                                       Tudo isso num fôlego só!  
12. Outros sintomas físicos podem ocorrer, tais como: dor de cabeça, dor articular ou muscular, náuseas, tonteiras, falta de ar, sensação de inchaço, rouquidão, dificuldades na modulação vocal, tosse e/ou pigarro, dor e tensão na região cervical, falta de equilíbrio, alteração da pressão arterial e/ou no nível da glicose, um desconforto geral. Enfim:
– "AI!!! TÔ ME SENTINDO UM TRAPO...   
B. Os sintomas devem interferir ou trazer prejuízo no trabalho, nas atividades cotidianas e/ou esporádicas,  ou nos relacionamentos em geral.

C. Os sintomas não devem ser apenas exacerbação de outras doenças.

D. Os critérios A, B, e C devem ser confirmados por anotações prospectivas em diário durante pelo menos dois períodos escolares consecutivos.

O diagnóstico diferencial do TPPR baseia-se na exclusão de doenças clínicas ou psiquiátricas que existam anteriormente às vésperas das provas.
......
Agora que o período de provas já passou, sei que vai ter quem diga que eu estou exagerando. Mas espera até começarem as próximas.... rs




[1] Síndrome: “conjunto de sintomas e sinais que (...) indicam uma doença ou transtorno físico ou mental”.
² Transtorno: ”grupo de sintomas que envolvem comportamentos anormais, sofrimento persistente ou intenso”.
Fonte: Dicionário de Psicologia - APA
* A sigla do transtorno foi modificada de TPP para TPPR a fim de evitar confusão com o TPP (Transtorno de Personalidade Paranóide) 

Loucura coletiva

Gostaria de pedir desculpas à minha meia dúzia de seguidores, pela ausência prolongada.
Este semestre foi muito o estressante. Para dizer a verdade, estou rindo da cara daquelas pessoas que, no primeiro semestre, quando os professores perguntavam porque resolvemos fazer psicologia, responderam que era “mais fácil” do que fisioterapia, direito ou enfermagem.... rsrs. Pra dizer a verdade, acho que a maioria destes já não está mais entre nós. Calma! Não é que tenham morrido. Apenas saíram da faculdade. Creio que, alguns deles, para procurar algum curso “mais fácil” ...
A princípio pensei que este desespero crescente, e esta sensação de “emburrecimento” fosse só minha. Mas comecei a olhar em volta, e vi que não.
Outro dia eu cheguei na sala de aula e lá estava uma meia dúzia de colegas rindo.
A professora ainda não havia chegado e foi só eu abrir a porta para ouvir:
- Você perdeu um grande assunto para o blog!
No que eu retruquei:
- Perdi nada! Diz aí o que foi que vocês estavam falando que eu boto lá!
E Elas me contaram o seguinte:
Um pouco antes de eu chegar a colega estava reclamando do stress:
- Até os meus cabelos “mortos” estão ficando brancos!
- Como assim mortos? Perguntei.
- E ela apontou pra cabeça: - Meu megahair, Darling...
Kakakkakaka.
E continuou comentando:
- Quando a gente olha no face (facebook, para quem não sabe... rs), nas primeiras fotos, tava todo mundo feliz, rindo... Agora tá todo mundo com cara de desespero.
- É – disse a outra – No início tava todo mundo com o cabelo arrumadinho, escovado, magrinho....
Uma terceira colega completou:
- Não é falta de tempo ou estresse, não, gente! É que ao natural fica melhor. Agora ficou tudo ao natural. Nem unha eu estou fazendo mais.... rs.
E aí, pra dizer a verdade não sei quem falou:
- Pelo “andar da carruagem”, quando chegar na formatura vai estar todo mundo de bob’s e de chuquinha....
Kakakakakakakakakakaka.
Cheguei à conclusão de que, quando a gente está louca no coletivo é mais divertido…rs

Essa tinha que vir pro blog...rs (remédios)


Sabe aquela hora em que a professora precisa dar uma pausa no que está ensinando para “despertar” a turma? Contar um “causo”, um chiste ou uma piadinha... Pois é.
Uma das nossas professoras estava em um desses momentos de descontração e aproveitou para falar dos perigos da automedicação:
- Eu comprei uma vitamina C que estava estragada... Eu não percebi, tomei, e fiquei toda empolada...
- Nossa!!!
- Que coisa horrível!!!
- Chato, né?
Vários comentários pela sala toda...
Ela contou que ligou para a empresa farmacêutica, a fim de conseguir o reembolso pelo remédio, e ficou super envergonhada quando a atendente perguntou qual médico havia prescrito a vitamina C, qual a profilaxia, essas coisas...
- Automedicação, gente... E eu tive que admitir para conseguir ser reembolsada por um remédio estragado... – constrangedor.
- E conseguiu o reembolso?
- Sim. – ela disse – pelo menos isso...
E aí a gente comentou que esse é um problema cultural no Brasil:
- Afinal, o médico prescreve 5 dias de remédio mas na caixa vem o relativo a 10 dias... A gente fica “com pena” de jogar fora... – comentou uma colega.
A outra falou:
- Eu tenho um armário de remédios, assim. Vai que a gente precisa tomar aquele mesmo remédio de novo... De vez em quando vou lá e jogo fora o que está vencido...
-“É. Eu também faço isso” – pensei...
Uma terceira colega falou um pouco diferente:
- Já eu, tenho um armário bem sortido. De vez em quando faço uma limpeza para poder repor o que está vencido...  - rindo
A gente riu, junto. Isso não é todo mundo que faz... Mas entendi: Tem aqueles remédios que sempre é bom ter em casa, SOS (já sei! Cultura brasileira de automedicação... rsrs).
Mas o que nós ouvimos a seguir, juro que foi a primeira vez:
- Eu também vejo a data de validade dos medicamentos do meu armário de remédios...
Sim, e aí?
- Bom... Quando estão faltando um ou dois meses para vencer a validade eu digo pro povo lá de casa: Tem que tomar logo esses remédios!!!
Nossa reação:
- ????!!!!
E ela explicou, séria (sério!):
- Tem remédio que é R$20,00 o comprimido! Pode jogar fora, não!!!
Vocês conseguem imaginar a situação?
A gente riu de chorar!
Kakakakakakaka.

Estado de choque

No final da aula de quinta-feira eu fiquei um pouco mais na sala, para tirar uma dúvida com a professora de Processos Grupais, quando uma colega, muito querida, se aproximou, sorrindo e disse:
- Essa eu tenho que te contar...
E contou. Quando ela terminou não sabia se ria ou chorava... rs
Vou tentar transcrever aqui o que ela me falou (querida, se falar alguma coisa errada, ou diferente, me diz, ok?):
“Sexta-feira eu estava saindo do elevador, para fazer a prova depois do intervalo, e você estava entrando. Falei:
- Bom dia!
E você me respondeu:
- Oi, querida.
Mas de um jeito estranho, meio robotizado. Com o olhar perdido. Parecia desnorteada. Quase um zumbi.
Fiquei preocupada e pensei
- “Será que a Edith está passando mal? Ela está tão estranha...”
Quando cheguei na sala, entendi. Todo mundo que estava lá, estava com o mesmo olhar perdido, como se estivessem em estado de choque!
E aí me explicaram:
- Foi a prova de Psicologia Social II...
E tem mais:
Uma colega me contou que, mais ou menos na mesma hora, foi ao banheiro. Entrou e viu outra colega da nossa turma, que também tinha acabado de fazer a mesma prova, se olhando no espelho, com o olhar parado... Ela me disse que entrou, fez o que tinha que fazer, saiu e a menina continuou lá, parada, se olhando no espelho parecendo hipnotizada...rs”
As duas rimos...
Pois é. Só quem passou por esta experiência saberá dizer a sensação que sentimos... Fazer uma prova “daquelas”, cabeça cheia, e ainda saber que dali a 10 minutos vai ter que fazer outra, tão importante e “puxada” quanto a primeira...
Deve ser por isso que acham todo psicólogo meio tantã...rs Fica todo mundo sofrendo de “transtorno de estresse pós-traumático”, por conta das provas...rs
Haja terapia!

 

 

 

“Conversatória”

No curso de psicologia uma das primeiras coisas que é falada, por praticamente todos os professores, é que precisamos aprender a escutar. Pelo menos uns três já indicaram o texto do Rubem Alves: “Curso de escutatória” (http://www.redepsi.com.br/portal/modules/soapbox/article.php?articleID=492), que fala sobre a arte de calar sua voz interna para conseguir ouvir o outro... Lindo texto. Linda ideia.
Creio que este seja um dos principais aprendizados que levaremos desta graduação.
Por enquanto o que estamos fazendo é um trabalho intenso de “conversatória”... rs. Já é um começo, não é mesmo? Melhor do que só falar, é tentar ouvir, para tentar manter uma conversa minimamente inteligente e produtiva.
Acho que foi Platão quem disse: “Pessoas inteligentes falam sobre ideias; Pessoas comuns falam sobre coisas; Pessoas medíocres falam sobre pessoas” (caso não tenha sido, por favor, me informem). E a gente tenta... Muuuiiittoooo.... (eu juro), falar sobre ideias. Afinal ninguém quer ser tachado de medíocre, não é mesmo? rsrs.
Mas às vezes falamos, também, de nossos problemas, de nossas angústias e medos. De momentos de nossas vidas passados, presentes ou pretensamente futuros, que queremos compartilhar apenas com aquelas pessoas que, sabemos, irão nos ouvir com ouvidos de amigo... Não significa, exatamente, que terão aquela sensibilidade do Rubem Alves... Talvez falem junto com a gente, interrompam, deem opinião, discordem da gente descaradamente ou surjam do nada com uma ideia que nos ajude a encontrar o caminho das pedras... Conversa. Tipo conversa de botequim, ou de estacionamento, sei lá.
Outro dia eu e minha amiga estávamos precisando de uma conversa dessas e nos sentamos numa mureta do estacionamento. Aí começou a chover e eu abri o guarda-chuva...
- Quem olhar vai pensar que nós somos duas malucas. – minha amiga falou.
- Tem problema, não: Todo mundo sabe que a gente faz psicologia – falei.
Rimos. E continuamos conversando por quase uma hora, sem ligar para a chuva, para o que os outros poderiam falar ou pensar.
O bom é que, para a conversatória, não precisamos de um lugar especial e nem de curso: só de um pouco de tempo, um pouco de sensibilidade, empatia e um amigo.

Mais um capítulo da Psicologia aos 50 (no CRP)...


Estava eu no meio de uma reunião muito importante para mim, com a Presidente, uma psicóloga e uma colega estudante, colaboradoras da subsede do CRP na Baixada.
Lá pelas tantas, no meio da reunião, começamos a ouvir uma musiquinha...
- É um celular tocando
Todo mundo começa a procurar seus celulares, e nada...
- Acho que é o seu. – a Psicóloga colaboradora falou.
- Não – afirmei – meu celular está no vibracall.
- “Além disso meu celular toca muito mais alto que isso...” – pensei.
E o barulhinho persiste.
Depois de umas duas insistências de que seria o meu celular eu capitulo e pego o celular no meu bolso: - Era ele!!!
Não sabia onde colocar a minha cara!psicologiaaos50
- É o alarme, pra eu tomar o meu remédio... – sem graaaaaçaaaa...
Desliguei o alarme (reafirmando a máxima de que “Certeza eu só posso ter de que vou morrer um dia”), e pensei:
- “Aaaii!! Será que só acontece comigo?!”...rsrs

Ah! Antes que eu esqueça: eu agora estou estudante colaboradora do CRP-Subsede Baixada! \o/ \o/ \o/
Links:

 

Turma/Grupo

Uma querida professora falou-nos uma vez sobre a diferença entre um grupo e um agrupamento de pessoas... E neste sexto período estamos estudando uma disciplina chamada Processos Grupais, onde estamos esclarecendo mais ainda estes conceitos.
E outro dia, isto ficou bem claro para mim, quando entrou na sala de aula uma colega que andava meio ausente e da qual nós estávamos sentindo falta, neste, agora pequeno, grupo no que se tornou a nossa turma. Ela É da nossa turma. Mesmo ausente. Assim como outros queridos colegas que andam meio sumidos, ou que realmente não estão mais estudando conosco, sempre vão ser da nossa turma.
A aula teve uma pequena pausa:
- Sumida!
- Seja bem vinda!
- Quem é vivo sempre aparece!
- Quanto tempo!
- Você é nossa! – eu disse na hora.
O que nós queríamos dizer, mesmo, é que ela sempre vai fazer parte do nosso grupo, assim como aqueles outros, embora ausentes...
Na nossa turma, me parece (embora haja quem discorde de mim... rs) estamos mais sintonizados, num mesmo canal, como se estivéssemos ouvindo a mesma música, todos falando a mesma língua... Cada um a seu jeito: meio tímido ou mais extrovertido, dando sempre o melhor de si mesmo para absorver tudo o que é ensinado.
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Entendi!!!

Hoje foi o primeiro dia de aula. Somente sete alunas compareceram à aula de Psicopatologia. Mas era de se esperar: primeira semana de aula, véspera de carnaval...
Tudo indica que será uma disciplina bem interessante e que nos daremos muito bem com a professora, pois sempre entendi que os bons professores gostam de turma participativa, e a nossa o é, com certeza. J
Mas teve uma coisa que a professora disse, já no finalzinho da aula, que me fez entender um acontecimento do final do período passado, que estava me encafifando...
Foi mais ou menos assim:
Estávamos eu e minha amiga conversando no pátio, quase vazio, depois de fazer uma AV3 sofrida, quando se aproximou uma jovem bonita, cabelo escovado e bem vestida, que perguntou:
- Vocês podem me informar onde fica a Secretaria, por favor?
- Ali – informamos
Eu perguntei:
_ Você está se inscrevendo na Faculdade agora?
- Vou começar no próximo semestre. Direito – ela disse.
- A colega assentiu com a cabeça:
- Você leva jeito para o Direito, mesmo...
- Como assim – ela sorriu.
- Ah! Sei lá! – eu falei – o jeito de vestir. Salto alto...
- A postura... – completou a colega.
A jovem assentiu sorrindo e perguntou:
- E vocês? Qual o curso que estão fazendo?
- Psicologia, respondemos quase em uníssono.
- É! Vocês têm mesmo cara de quem faz Psicologia...
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Eu e minha amiga nos olhamos de cima em baixo: Uma não tem nada a ver com a outra (vestimenta, fisicamente, nada visível, pelo menos...).
- Como assim? – minha amiga perguntou curiosa.
- Ah! Sei lá! O modo de agir... – a menina ficou visivelmente desconcertada.
E nós começamos a rir, as três...
Neste meio tempo eu e minha amiga conversamos e ficamos conjecturando o que definiria um estudante de psicologia...
E hoje, já no finalzinho da aula, a professora falou uma coisa que me fez refletir sobre aquele momento... Ela disse:
- Uma vez um amigo me disse que eu sou a única psicóloga que ele conhece que não tem cara de maluca!
(pausa para pensar)
Agora entendi!!!! Kakakakakakakakakakakakaka.

Balanço 5 – No quinto período

Já era para eu ter postado este balanço desde dezembro, mas, conforme explicou a querida professora de TSPIV¹, o meu esquema desadaptativo de supervigilância e inibição ativou meus padrões inflexíveis de postura crítica: Fiz uns cinco rascunhos e rasguei. Digitei uns outros tantos textos e deletei... E, mesmo agora, que estou quase publicando o post, estou achando que poderia ter ficado melhor... (aliás, estou achando não, tenho certeza... rs).
Neste período a coisa foi um pouco diferente...
Nos quatro primeiros eu fiquei desejando ter começado a fazer psicologia antes. Neste fiquei repetindo a mim mesma:
- Por que cargas d’água resolvi fazer psicologia?
Como diria minha grande amiga, neste semestre “perdi o bonde do estudo”...
Distrações não faltaram: desde as bolsas para a semana de Psicologia, banner e blog (rs), passando pelas minhas séries de TV favoritas, e livros superinteressantes que não consegui ler nas férias passadas, até problemas pessoais (os quais tenho que me conscientizar que, se não posso resolvê-los, melhor “deixar rolar”...), afinal, quem não os tem?
Fiquei triste vendo a nossa vista da sala de aula (que era tão bonita), se deteriorar nesses últimos cinco meses
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e feliz com a realização da inauguração do nosso LAMP². Tantos testes, com tantas indicações... Fico triste de pararmos na TEP 2. Tínhamos que ter a 3, 4, 5... rs. Ainda bem que temos o LAMP e (podem ficar certos) vou continuar frequentando enquanto puder! (será que pode depois de formada?).
Foi ótimo conhecer um pouco mais a turma e deixar que ela conhecesse a gente... Nas aulas de Psicologia Social, então, com os trabalhos de campo que fizemos, ficamos muito conscientes de como esta interação com o grupo pode nos influenciar... Percepção social, estereótipos, preconceito, discriminação, bases de poder... E as técnicas de influência social, então? Gente! Eu não sabia que eu era tão manipulada, ou manipulável, sei lá...rs. Estou ansiosa pela Social 2...
Na aula de Desenvolvimento Humano 3, descobri a diferença entre senilidade e senescência³ (nem sabia que essa palavra existia!)
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e adorei conhecer mais sobre a teoria de Elizabeth Kubler-Ross e os estágios do luto, entre outras coisas dessa disciplina tão instigante.
Aqui abro um parênteses que não tem a ver com a matéria em si, mas com um trabalho que nós fizemos: Abandono – Maior abandonado . Embora não simpatizasse com a figura (persona) que Cazuza adotava, fiquei fascinada com a riqueza de sua obra para o estudo psicológico. Além do que, a crítica recebida pela turma e pela professora sobre o trabalho serviram para eu exercitar a minha resistência à frustração (nunca havia recebido críticas tão negativas por um trabalho...rs)...
O estudo dos transtornos da linguagem me fizeram refletir mais sobre o exercício da tolerância e respeito ao outro, além do que na disciplina Pensamento e Linguagem, pude perceber melhor o quanto devemos estar conectados à outras áreas. Explico: Fizemos aula com colegas de outros cursos e, em especial, a amada colega fonoaudióloga, que deu um show na apresentação de seu trabalho sobre TDAH4... Tudo a ver! Psicologicamente falando... rs. Sem contar que foi muito interessante estudar Saussure, Spearman, Cattell, Goleman, Piaget, Chomsky, Gardner e tantos outros. Ah! e poder rever Skinner, agora falando de linguagem... Adorei!
Passamos da metade, gente!!!
Novo Período. Novo começo... Uma das minhas resoluções de ano novo, a mais importante, é a de me dedicar aos estudos com afinco redobrado!
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Vamos para o sexto. Quando falo sexto me lembro de cesto... “Vejo” um grande cesto de vime e a todos nós da turma como um bando de gatinhos olhando por cima da borda, curiosos e ansiosos pelas novidades que virão...

¹ Teorias e Sistemas Psicológicos 4
² Laboratório de Avaliação e Medidas Psicológicas
³ Senescência é uma fase normal da vida de um indivíduo sadio; geralmente inicia-se depois dos 65 anos e não é manifestação doentia. Senilidade é doença, também conhecida como demência.
4 Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

Dicionário de Psicologia da APA: http://el2.me/znUK

Presente!

Você vai ao shopping com a carteira e o coração abertos para comprar aquele presente especial... Ou abre as páginas da internet pronto para esgotar sua poupança para tentar agradar alguém que você ama...
Será que para demonstrar nosso carinho por alguém temos que gastar o que temos e o que não temos? Seria esta atitude apenas mais uma demonstração do quão consumistas esta sociedade está nos tornando? Ou necessidade de afirmação ou de poder? Ou simplesmente estamos seguindo o automatismo de uma tradição?
Senhor! Pra que eu resolvi fazer psicologia?!
psicologia aos 50.
É tão mais fácil pensar num presente como forma de afeição entre as pessoas... Sem tentar analisar demais, só isso!
Simbologias à parte, sempre que damos algo, mesmo que não admitamos, estamos esperando algum tipo de retribuição. Nem que seja um sorriso de agrado ou um simples olhar carinhoso e feliz pela lembrança... E é tão bom quando isso acontece!
Já ouvi muita bobagem do tipo:
- Me deu esta porcaria! Melhor se não tivesse me dado nada!
E aí eu vou ver o presente e sinto que a pessoa comprou com o maior carinho... Que se esmerou. Comprou o melhor que podia... E não conseguiu agradar...
Não estou dizendo que seja fácil (dar ou receber). Só estou dizendo que não adianta gastar todo o décimo terceiro salário para tentar agradar ao seu filho de cinco anos, comprando o último vídeo game da moda, quando ele ficaria felicíssimo ganhando um daqueles livros cujas figuras saltam das páginas, como se fossem 3D, ou coisa que o valha...
Quando presenteamos uma pessoa da qual gostamos creio que o mais importante seja que o presente agrade a ela. Se ela valorizar presentes caros, tudo bem abrir a carteira. Mas, na maioria das vezes, creio eu, o que vale é a pessoa sentir que você estava pensando nela quando comprou.
Porque não dar um abraço? Porque não dar carinho e atenção? É só saber se é disso que a pessoa precisa... Por que tem gente que prefere ficar sozinha...
Ai, meu Deus! Por que eu fui fazer psicologia?!

Vidro de azeitonas


Será que a primeira impressão que temos sobre alguém é sempre, realmente, a que fica? Temos a tendência a formular teorias sobre como é ou deixa de ser qualquer um que acabamos de conhecer, baseados em nossos estereótipos¹. Rotulamos sem cerimônia tudo e todos à nossa volta.
- E isto é negativo ou positivo?
- Depende...
E depende não apenas se a sua avaliação foi positiva ou negativa, mas também de como você vai reagir a ela. Explico: Ter uma opinião inicial sobre alguém é aceitável e até mesmo necessário, afinal nós somos frutos de tudo o que vivemos até hoje e, conforme vamos vivendo, vamos internalizando as nossas experiências e formando conceitos para utilizá-los quando precisamos, em situações futuras...
O que eu julgo negativo na rotulação é a cristalização destes rótulos.

Os seres humanos não são vidros de azeitonas expostos na prateleira do supermercado.

Meu único Ídolo


Conversa com o Presidente.
O Presidente da Estácio, Rogério Melzi, estava fazendo uma palestra no nosso Campus. Auditório cheio.
Foi uma palestra muito boa, onde ele falou sobre responsabilidade, foco, paixão, paciência, disciplina, honra, fé e ética...
Uma palestra onde o Presidente utilizou-se de vídeos curtos e altamente pertinentes que apoiaram sua fala.
Estava achando tudo interessantíssimo, quando lá pelos 45 minutos de palestra ele disse que ia passar um último vídeo... Com uns 10 ou 20 segundos de vídeo, eu comecei a chorar, meio sem entender por que... 
Vocês imaginam só o que eu pensei:
- “Ai meu Deus! Outro mico eu não aguento!” - e tentei ficar bem quietinha, evitando até me mexer, pra não chamar muita atenção.
E não é que o homem me encara! Eu, toda sem jeito, encolhi os ombros e mexi com os lábios - “tô chorando...” e sorri...
Pra quê?! Ele olhou e perguntou:
- Você era uma grande fã de automobilismo? - e me passou o microfone.
Gelei. E eu nem estava na primeira fila nem nada! Tava lá pela terceira ou quarta, sentada junto do pessoal da psicologia...
- Não, só do Senna - respondi.
- De automobilismo, mais ou menos, né? Mas acordava cedo aos domingos...
- Só pro Senna - tornei a responder (retardada!).
- Por que você acordava tão cedo, para ver o Senna?
- “Caraca! E agora, o que eu falo?” (foi “o balão” como diria a minha querida professora de DH III).